Ana Elisa Murta

Considero minha técnica como um processo incidental, que parte de uma inspiração inicial e vai tomando seu próprio caminho. Acho que as imagens que contém um significado a priori nos privam da falta de certeza, de controle, de significado, de nome, que a arte nos permite. Não exijo de mim mesma um plano ou uma explicação sobre o que vai acontecer. Se, enquanto estou pintando, distorço ou desfaço a ideia inicial, não é um ato planejado ou consciente; mas simplesmente percebo que a ideia inicial, da maneira como o pintei, estava ruim, equivocada, feia. Então, tento seguir meus instintos e torná-la bela e harmônica. E isso significa um processo de pintar, mudar e refazer quantas vezes e pelo tempo que for preciso - até que eu ache que ficou bom. A expressão de uma pintura tem que ser real, verdadeira, confiável e autêntica. Para ser verdadeira, a beleza, em uma obra de arte, precisa ser construída e equilibrada em sua harmonia. O equilíbrio nasce do ponto de vista do artista , de sua própria visão de mundo, a qual ele levará ao trabalho feito, ao trabalho concluído. Ou seja, o belo tem que ser sentido, tem que ser vivido pelo artista, como forma essencial de compreender a própria vida. E só assim uma obra pode se tornar uma espontânea e autêntica expressão de arte.

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