Com duas décadas de existência, a Choque Cultural é muito mais do que uma galeria. Inquieta desde seu nascimento, a Choque sempre empenhou-se em proporcionar novas experiências sem perder de vista o papel social da arte. Atualmente suas atividades dividem-se em três frentes: colecionismo, educação e produção cultural.
Baixo Ribeiro, um dos fundadores da Choque Cultural, trabalhou com moda e teve contato com vários movimentos urbanos (punk, hip hop, graffiti, skate, etc.) que, à época, eclodiram pelos grandes centros no mundo. Um detalhe muito peculiar logo chamou sua atenção: a disposição, dessa garotada, para colecionar peças de vestuário, acessórios, pôsteres e demais objetos, mas não eram itens comuns. Eles precisavam carregar algo para além da sua utilidade: arte. Assim nascia a Choque.
Mariana Pabst Martins, artista e também fundadora da Choque Cultural, descreve bem uma das vocações da Choque: um lugar onde todo mundo passa. A Choque surgiu como uma espécie de casa para acolher artistas urbanos que até então não tinham um lugar para chamar de seu. O desenvolvimento de suas carreiras de maneira sustentável e a consolidação da arte urbana no Brasil começou em 2003, ainda na Vila Madalena, apagou fronteiras e ganhou o mundo.