“O sábio age sem esforço e ensina sem palavras”. Lao Tzu, filósofo chinês, debate em seu texto Tao Te Ching temas que exploram a natureza, o universo e a vida humana. É nesse debate que se ancora o movimento de opostos complementares — sensação denominada Wu Wei ou “não ação”, pelo filósofo.
A coletiva permeia as relações entre natureza, fronteiras, cidades e a vida humana, dedicando‑se sobretudo ao movimento. Nas cidades que envolvem sua arquitetura, a natureza, o universo e a vida humana estabelecem uma relação de fluxo e movimento natural.
As vistas aéreas de Claudio Edinger nos convidam a olharmos o mundo de perto. O que poderia parecer contraditório se explica pelo partido filosófico do premiado fotógrafo carioca, que com o foco seletivo destaca, ilumina e aproxima formas, cenas, ações e belezas de um mundo em pleno movimento. As imagens capturadas por meio de drones e helicópteros revelam a dualidade natural de nossas vidas — a ambiguidade e os paradoxos — através do foco seletivo.
A potência da formação da terra, do macrocosmo ou a demonstração da exuberante Amazônia apresentada por Kilian Glasner é onde se cria a verdade, como forma de expressar e fluir. Carolina Mancini explora a matéria como manifestação do impacto humano no ambiente, enquanto Viviana Ximenes navega na abstração para esse olhar sobre a natureza. Bruno Weilemann Belo explora imagens que se formam, se desfazem e se reorganizam, reforçando o conceito do fluxo natural das “coisas” explorado pelo filósofo chinês.
Já o artista Julio Bittencourt protagoniza as paredes e fachadas como elementos que tentam criar fronteiras, mas sobretudo explicitam uma realidade do mundo reduzida a uma clara distinção entre “nós e os outros”, entre dentro e fora, entre amigo e inimigo, entre o conhecido e o desconhecido, entre o seguro e o arriscado.
Nino Cais em seu delicado gesto trabalha corpo, objeto e frequência. O corpo age sobre o mundo e sofre em si mesmo a ação que exerce sobre ele, podendo ser relacionado, nessa coletiva, como o elo de toda essa cadeia regida pelo universo.
A coletiva marca com imponência nomes fortes nas principais feiras nacionais, como SP Arte e Art Rio, assim como em importantes centros de cultura e arte, como Museus e Pinacotecas, estando também presentes nas principais coleções de arte do Brasil, como é o caso do fotógrafo Claudio Edinger. Destacamos aqui a presença internacional do artista Julio Bittencourt, com trabalhos publicados em veículos como The Guardian, Financial Times, The Wall Street Journal, entre outros. Sintam a completude de um ambiente onde a arte é protagonista.