Gabriel Nehemy (São Paulo, 1979) é artista visual, formado em Publicidade e Propaganda pela FAAP. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu sua pesquisa artística com orientação de nomes como Bruno Dunley, Rodolpho Parigi, Regina Parra, Nino Cais e Carla Chaim. Sua produção investiga as dinâmicas dos grandes centros urbanos, explorando temas como excesso, degradação, caos e ordem, refletidos tanto nos assuntos quanto na construção formal de seus trabalhos. “São Paulo é um território em constante transformação. A cada dia, seus espaços são construídos, demolidos e reconstruídos, em momentos cíclicos. A metrópole ao mesmo tempo que toma novas formas, destrói formas passadas, sufocando antigas relações sociais, na medida em que abre novas sociabilidades”.
Entre suas principais exposições destacam-se a residência artística na NowHere, em Lisboa (2023), a participação na mostra “Abstração em Fricção” na Galeria André (2022) e exposições individuais como “Do que não cabe na pintura” (2018) e “Azul, Cinza, Rosa” (2017), ambas em São Paulo. Ao longo da carreira, também participou de diversas exposições coletivas, residências artísticas e salões de arte, consolidando sua presença no circuito contemporâneo brasileiro; participa regularmente de importantes feiras de arte, como a SP-Arte, SP-Foto e Parte. Em 2007, recebeu o prêmio aquisição do Salão de Piracicaba, passando a integrar o acervo permanente da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra. Suas obras também fazem parte de importantes coleções particulares, como a do ex-presidente da Bienal, João Figueiredo Ferraz, e em 2022 foi convidado a realizar um mural de 40 metros no Parque do Povo, em São Paulo.