Marina Schroeder tem uma pesquisa sobre a relação entre seu gesto e as matérias: cultiva fungos, extrai pigmentos naturais, trabalha com fluidos e adota ferramentas inusitadas, como rodos, pás ou flores, usados como pincéis. Lidando com processos que escapam ao controle, Schroeder se coloca vulnerável diante do desconhecido e incorpora o erro, a transformação e o desgaste.
O resultado são obras expandidas para o espaço, que instauram campos de experiência sensorial. Cada trabalho se apresenta como objeto e acontecimento, reconfigurando-se com o tempo. Formada em Arquitetura e Urbanismo (Mackenzie) e pós-graduada em Práticas Artísticas Contemporâneas (FAAP), foi sócia da EME Arte Cultural e idealizadora do projeto O Predinho, que reúne artistas mulheres em São Paulo.